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Eleições 2026

Milei volta a atacar Lula e o compara a "tumor" da política latino-americana

Presidente argentino republicou montagem que reúne líderes de esquerda da região e renovou críticas ao petista

Milei volta a atacar Lula e o compara a "tumor" da política latino-americana
Milei em evento do PL- Foto: Facebook PL

O presidente da Argentina, Javier Milei, voltou a atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira (18), ao republicar em suas redes sociais uma montagem que reúne atuais e ex-líderes de governos identificados com a esquerda na América Latina. A publicação original, compartilhada por Milei, descreve o grupo como o que seria o "tumor mais difícil de extirpar da história" e faz críticas ao que chama de socialismo na região. Ao repostar o conteúdo, o argentino comparou a imagem a um "trem fantasma" e afirmou que quem "entrar no túnel" enfrentaria consequências para o bolso.

Além de Lula, a montagem traz a ex-presidente Dilma Rousseff e uma série de outras lideranças, entre elas os venezuelanos Hugo Chávez e Nicolás Maduro, os argentinos Cristina e Néstor Kirchner, o equatoriano Rafael Correa, o boliviano Evo Morales, o uruguaio José Mujica, o hondurenho Manuel Zelaya e o mexicano Andrés Manuel López Obrador. Também aparecem o nicaraguense Daniel Ortega, o colombiano Gustavo Petro, a mexicana Claudia Sheinbaum, o cubano Raúl Castro e o peruano Pedro Castillo, além de políticos espanhóis como Pedro Sánchez, José Luis Rodríguez Zapatero, Pablo Iglesias e Juan Carlos Monedero, e a vice-presidente venezuelana Delcy Rodríguez.

A nova provocação soma-se a uma sequência recente de ataques de Milei ao petista. No início de agosto, o argentino compartilhou uma publicação de um deputado dos Estados Unidos na qual Lula era chamado de nomes pejorativos, e dias antes havia classificado o brasileiro como "ladrão" durante entrevista a uma emissora argentina, criticando também a anulação das condenações do petista relacionadas à Operação Lava Jato.

As declarações ocorrem em meio a um cenário de dificuldades econômicas na Argentina. Sindicatos e movimentos sociais organizaram um protesto para esta quinta-feira (20) em Buenos Aires contra o endividamento das famílias e a perda de poder de compra. Dados oficiais argentinos apontam inflação acumulada de 19,3% nos sete primeiros meses de 2026 e taxa de desemprego de 7,8% no primeiro trimestre do ano, cenário que tem alimentado protestos contra as medidas de austeridade do governo de Milei.

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