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Eleições 2022

Proposta de Braga para mineração no Amazonas não traz solução para exploração de garimpeiros

Proposta de Braga para mineração no Amazonas não traz solução para exploração de garimpeiros
Proposta de Braga para mineração no Amazonas não traz solução para exploração de garimpeiros

Manaus/AM - A proposta do candidato a governador do Amazonas, Eduardo Braga, de que, se eleito, vai trabalhar para regularizar a atividade de garimpeiros no Estado, gerou polêmica entre parlamentares defensores da geração de alternativas de trabalho e renda para as pessoas envolvidas nessa atividade, como deputado estadual Serafim Correa (PSB) e deputado federal José Ricardo (PT).

Um dos parlamentares que sempre se posicionou contrário à atividade de garimpo na Amazônia, Serafim Corrêa vê como temerária a proposta de Braga visando regularizar uma atividade que é conhecida por explorar o garimpeiro artesanal e deixar rico apenas os donos das máquinas. 

Em um pronunciamento feito na Assembleia Legislativa do Estado (ALE) em fevereiro deste ano, Serafim criticou o Decreto Nº 10.966/22, assinado pelo presidente Jair Bolsonaro, regulamentando o garimpo no país. “Além de facilitar a poluição dos rios da Amazônia, expõe os garimpeiros ao submundo do crime”, disse.  

Para o deputado, a falsa “mineração artesanal e em pequena escala”, descrita do decreto presidencial, favorece empresários que se escondem e vivem da exploração de garimpeiros.

 “Hoje, por trás daquelas pessoas que estão lá nas balsas, tem alguém que ganha e não é o garimpeiro, que não tem R$ 1 milhão para montar uma balsa. É alguém por trás dele. O dono da balsa, que é alguém escondido”, pontua.

O deputado José Ricardo aponta a necessidade de um amplo debate sobre a questão da mineração pelos impactos que essa atividade traz para a Amazônia, fora do período eleitoral envolvendo governador e presidente.

Para ele, o garimpo é uma questão social que precisa ser tratada por meio de políticas públicas, porque as famílias que trabalham nessa atividade o fazem por não ter alternativas. “É preciso ter política para geração de emprego e renda no interior, políticas que cuidem da Amazônia e do homem da região”, disse ele.

Para o parlamentar, para definir uma política para essa questão é preciso ouvir todos os segmentos da sociedade envolvidos, assim como os estudiosos. “Especialmente por ser na região amazônica, que é mais sensível e onde já sabemos, a floresta em pé gera mais renda que a derrubada, afirmou.

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