RIO - O Instituto Militar de Engenharia (IME) não terá mais turmas de primeiro ano em sua sede no Rio. Conforme informou o colunista Lauro Jardim ontem, a instituição transferirá esta parte da formação para Escola Preparatório de Cadetes do Exército (EsPCEx) em Campinas (SP).
“A modificação faz parte do processo de transformação e racionalização pelo qual passa o Exército Brasileiro, com a finalidade de otimizar o emprego dos recursos públicos, bem como integrar a formação dos oficiais de carreira combatentes e engenheiros militares”, informa a assessoria de imprensa do Exército.
O centro em São Paulo possui mais instalações e um número maior de alunos. Por estes motivos, foi escolhido como espaço para integração no primeiro ano. Após esse ciclo, os estudantes do IME continuaram sua formação no Rio.
Apesar desta mudança, que já começa a ser implementada no próximo ano, o IME garante que não há qualquer estudo sobre a transferência de sua sede para fora do Rio.
A entidade militar é a mais antiga universidade de engenharia da América e uma das mais prestigiadas nacionalmente. De acordo com Índice Geral de Cursos (ICG), o principal ranking de universidades, o IME está em 9º lugar. Em engenharia especificamente, a QS University Rankings, colocou o instituto como a segunda melhor em graduação no Brasil, perdendo somente para Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA).
Por esta trajetória, que o secretário estadual de Educação Wagner Victer enviou ontem um ofício ao ministro da Defesa Raul Jungmann requisitando a permanência do instituto na cidade.
— Não é só meramente um curso de engenharia. É algo que está relacionado a história da engenharia e do Rio. Acredito que esta ideia não vai prosperar. Soaria de maneira muito antipática até para o Temer. Seria uma agressão para o Rio — diz Victer.

