A reprecificação de ativos ligados ao Brasil após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) respingou nos ativos de grupos brasileiros negociados no exterior e em ações de empresas com forte presença no país.
Em Wall Street, as ações da XP Inc e da Nu Holding despencaram 48,4% e 17% após a vitória do petista sobre Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial no domingo.
ADRs de empresas brasileiras igualmente negociadas em Wall Street também sofreram o baque. A Cyrela derreteu 45,6%, a Equatorial Energia perdeu 23%, enquanto a Localiza recuou 42,9%.
Entre as ADRs do setor bancário, as do Banco do Brasil cederam 32,4%. Perdas acentuadas também foram registradas nas ADRs do Itaú (-20,4%) e Bradesco (-28%).
Em Madri, o Santander caiu cerca de 3%. O Brasil é o segundo maior mercado do banco espanhol, com 15% do lucro em 2025 e ganho antes de impostos de 3,22 bilhões de euros. A Telefonica recuou perto de 6% também no mercado espanhol. Em Lisboa, a Galp despencou quase 11%.
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