O varejo brasileiro frustrou expectativas de que a Copa do Mundo e as festas juninas pudessem impulsionar o comércio com mais força. O segmento registrou o pior mês de junho desde 2020, no auge da paralisação das lojas por conta da pandemia, aponta o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA).
Em junho, as vendas caíram 2,8% em termos reais na comparação com igual mês de 2025, de acordo com a métrica. Em maio, o indicador já havia apresentado contração de 3,4%, também o pior desempenho para o mês desde 2020.
No acumulado do primeiro semestre, houve queda real de 2,2% no comparativo anual. O resultado representa uma deterioração em relação a igual período de 2025, quando o ICVA recuou 0,7%.
Para o vice-presidente de Tecnologia e Negócios da Cielo, Carlos Alves, os números semestrais ilustram um quadro de enfraquecimento do consumo. "Isso mostra que a renda do brasileiro está pressionada pela inflação e os efeitos são sentidos pelo varejo", explica.
Serviços em baixa
Entre os macrossetores analisados pela Cielo, serviços teve o desempenho mais fraco em junho, com retração real de 9,1%. Já o ICVA de bens duráveis e semiduráveis cedeu 3,4%, enquanto o de bens não duráveis registrou queda marginal de 0,1%.
"Itens essenciais apresentam maior resiliência, enquanto categorias mais discricionárias, especialmente ligadas a serviços, lazer e mobilidade, seguem mais sensíveis ao orçamento das famílias", ressalta Alves.
Em relação aos canais, as vendas online cresceram 9,2% em termos nominais no mês passado, de acordo com o ICVA. As do varejo físico, por sua vez, subiram 1,0%, também em termos nominais.



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