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Trump se diz aberto a renegociar entrada em acordo do Pacífico, mas membros rejeitam

WASHINGTON - Países que integram a Parceria Transpacífico (TPP, na sigla em inglês) disseram nesta sexta-feira que se opõem a qualquer renegociação do acordo acordo comercial eventual entrada dos Estados Unidos no Brasil. Na noite de quinta-feira, Donald Trump havia dito no Twitter que concordaria a participar do TPP se ele passasse por “mudanças substanciais”. Costurado por Barack Obama, o acordo foi rejeitado por Trump logo no início do seu mandato.

Embora tenham afirmado que o movimento dos EUA é bem-vindo, ministros de Japão, Austrália e Malásia manifestaram oposição a qualquer mudanças significativa no TPP.

— Saudamos à volta dos EUA à mesa de negociação, mas não vejo apetite para qualquer renegociação importante do TPP — refutou o ministro do Comércio da Austrália, Steven Ciobo.

Toshimitsu Motegi, ministro do Japão responsável pelo TPP, também viu dificuldade em alterar o acordo, classificando de “equilibrado, tal qual um cristal.” Já o ministro da Indústria e Comércio Internacional da Malásia, Mustapa Mohamed, afirmou que uma renegociação “alteraria o equilíbrio de benefícios para os participantes”.

Em post no Twitter na noite de quinta-feira, Trump disse que os EUA “só se juntariam ao TPP se o acordo fosse substancialmente melhor do que o oferecido ao presidente Obama. Nós já temos acordos BILATERAIS (sic) com seis dos onze países do TPP e estamos trabalhando para fazer um acordo com o maior dos membros, o Japão, que nos afetou fortemente em termos de comércio por anos!”

Trump também expressou otimismo sobre um acordo com a China, uma semana depois de se intensificarem as tensões com sua ameaça de impôr tarifas sobre mais US$ 100 bilhões em produtos chineses. Trump disse achar que os dois países acabarão por não impôr novas tarifas.

— Agora estamos realmente negociando, e acho que eles nos tratarão de forma justa — disse Trump em reunião na Casa Branca com governadores republicanos e legisladores de estados agrícolas. “Eu acho que eles querem.”

O secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, disse depois que o governo precisa ver ações concretas da China para chegar a um acordo.

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