DAVOS - A chegada do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, provocou alvoroço. Mesmo para um evento que todos os anos recebe diversos chefes de Estado e de Governo, empresários, banqueiros e celebridades, a presença de Trump foi algo fora do normal. Ele chegou ao Alpes nesta quinta-feira, penúltimo dia do encontro. Não houve quem não parasse para vê-lo, tentar fotografá-lo ou ouvir o que ele tinha a dizer.
O primeiro horário da agenda do presidente americano no Fórum, no entanto, foi bem particular. Depois de chegar a Zurique, ele seguiu de helicóptero para Davos e foi direto para seu hotel, onde informou que teria um “executive time”. Segundo os conhecedores do assunto, isso é um código para “tirar um cochilo”.
Enquanto isso, integrantes da comitiva americana tentavam cumprir as primeiras agendas em Davos. Para saber se algum deles estava por perto era só acompanhar a correria. Rapidamente seguranças chegavam aos hotéis ou salas do Congress Center – local onde a maior parte dos debates do Fórum ocorre – para abrir espaço. Mesmo assim, nem todos conseguiram chegar no horário certo.
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, por exemplo, tinha uma reunião com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, mas se atrasou. Embora o pedido para o encontro tenha partido do governo americano, Mnuchin foi chamado por Trump bem na hora e teve que correr ao encontro do chefe. O resultado: a reunião com o ministro brasileiro não durou nem 10 minutos.

