BRASÍLIA — O presidente da República em exercício, Rodrigo Maia (DEM-RJ), assinou nesta quinta-feira um decreto para ajudar o governo do estado de São Paulo a viabilizar a privatização da Cesp, suspensa por autoridades paulistas no final do ano passado. O texto permite “venda combinada” da elétrica paulista com a antecipação uma renovação do prazo das concessões das hidrelétricas da companhia.
O objetivo é atrair mais investidores interessados na empresa e, com isso, o consegue gerar arrecadação maior tanto para a União quanto para o governo de São Paulo. O novo contrato das usinas está atrelado a o pagamento de outorga para a União.
A Companhia opera três usinas hidrelétricas, e seus reservatórios, localizadas na região Sudeste. Duas estão na bacia do Rio Paraíba do Sul e uma no Rio Paraná. Juntas, as usinas hidrelétricas Jaguari, Paraibuna e Engenheiro Sergio Motta (Porto Primavera) somam 1.654,6 megawatts (MW) de capacidade instalada. Os contratos atuais de concessão vencem entre 2020 e 2028
Um leilão para a venda da fatia do governo paulista na companhia chegou a ser agendado para 26 de setembro passado, mas após uma falta de interessados o Executivo paulista decidiu tentar negociar com a União condições mais favoráveis para a desestatização da elétrica.

