BRASÍLIA - O governador de São Paulo, (PSDB), participou de reunião com representantes de diversos setores da indústria na manhã desta quarta-feira. Durante o encontro, realizado na sede do Sinduscon do Distrito Federal, o tucano afirmou que apesar de não ser a proposta "ideal", a é necessária. O governador destacou o aumento da expectativa de vida do brasileiro como um dos aspectos que mais influenciou o deficit no sistema de seguridade brasileiro.
— Temos que ter empenho na reforma (da Previdência) em fevereiro, mesmo que não seja a proposta ideal, é necessária e importante — ponderou.
— É preciso simplificar a Previdência para que ela seja eficiente. Quem paga, paga muito. E tem muita gente que não paga. É preciso ser uma coisa racional — defendeu o governador, dizendo que precisam ser feitas logo no ínicio do mandato.
— O foco fica menos político e mais racional. Temos que ter coragem de defender o que nós acreditamos. A reforma da Previdência em São Paulo foi aprovada no meu primeiro ano de mandato. Assim que assumi, levei o tema à Assembleia Legislativa. Precisamos resgatar o governo planejador, regulador e fiscalizador — acrescentou.
Em discurso que durou cerca de 20 minutos, Alckmin enfatizou ainda a necessidade de realizar macro reformas para recuperar o crescimento econômico do país de maneira sustentável.
— O Brasil precisa voltar a crescer, mas tem que ser de maneira sustentável. Para isso, você precisa ter macro reformas, reformas estruturantes. Claro que não é fácil fazer grandes reformas no último ano do governo. Quem for eleito precisa aproveitar os primeiros seis meses para, depois, deslanchar. Criar emprego, valorizar quem empreende.
O governador, que pretende disputar a eleição para a Presidência da República em 2018 pelo PSDB, avaliou que as reformas tributária e política também são necessárias.
— Um sistema eleitoral com mais de 30 partidos. Isso é o samba do crioulo doido. A reforma política é uma das primeiras a serem feitas no ano que vem. Temos que criar cláusulas de barreira, limitar os partidos, tem que ter disciplina. É preciso suprimir a causa, que os efeitos cessam. Se não agirmos nas causas, não vamos mudar o processo político.
Além disso, o governador de São Paulo ressaltou a importância de criar ações de inclusão social. Geraldo Alckmin avaliou o Brasil como um dos países mais "injustos" do mundo.
— Injusto na maneira que cobra os impostos e na maneira que retorna esses tributos ao brasileiro - disse, alertando para a necessidade de novas políticas públicas capazes de levar o saneamento básico às regiões em que o sistema ainda é precário.
Para o governador, esse é um ponto limitante para a inclusão social.
— Temos uma contradição, nós tributamos água e esgoto. Nós não vamos fazer mágica, mas vamos escolher. Nós vamos tributar outro setor e promover investimentos para melhorar o saneamento básico.

