BRASÍLIA - O presidente Michel Temer comemorou o crescimento da economia no primeiro trimestre. Contudo, no acumulado de 12 meses, há queda de 2,3%, e em comparação com o primeiro trimestre do ano passado, o PIB diminui 0,4%. Além disso, o grande impulso veio da agropecuária, com safra recorde de soja, que cresceu a dois dígitos: 13,4%. Pela ótica da demanda, além do setor, contribuíram para a alta de 1% do PIB a alta de 0,9% da indústria e a estabilização dos serviços (0%).
“Acabou a recessão! Isso é resultado das medidas que estamos tomando. O Brasil voltou a crescer. E com as reformas vai crescer mais ainda”, escreveu o peemedebista no Twitter.
Novamente, Temer enfatiza a necessidade da aprovação de reformas econômicas, como a previdenciária e trabalhista, que tramitam no Congresso Nacional. As duas estão atrasadas e, desde o último dia 17, quando o GLOBO revelou gravação feita por Joesley Batista, dono da JBS, na qual informa ao presidente que comprou o silêncio de Eduardo Cunha na prisão, há incerteza quanto à efetivação dessas matérias, já que o próprio Michel Temer pode ser cassado neste mês pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), além de ser investigado pelo Supremo Tribunal Federal por três crimes: obstrução de Justiça, corrupção passiva e participação em organizaço criminosa.
e, em relatório, afirmou que a “incerteza” quanto a ajustes econômicos e à aprovação dessas reformas “dificulta” uma queda mais rápido do índice.
No entanto, ainda não é possível afirmar que a recessão acabou. Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, destaca que o crescimento de 1% da economia frente ao quarto trimestre ainda foi insuficiente para fazer o PIB sair do patamar de 2010.
— É um crescimento, claro, mas é em cima de uma base bastante deprimida. Se a gente for olhar, a gente está mais ou menos no mesmo patamar de PIB que a gente tinha lá no fim de 2010. Deu uma recuperada em relação ao trimestre anterior, mas a gente voltou ao patamar para o fim de 2010. Nos outros trimestres, estávamos mais para o patamar do início de 2010, e agora passamos a ficar mais próximos do fim de 2010 — afirma Rebeca.
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