BRASÍLIA — O ministro da Defesa, , afirmou que se as negociações envolvendo uma associação entre a brasileira e a americana avançarem, um “conjunto de salvaguardas” terão que ser criadas e discutidas com a empresa sueca Saab, fornecedora dos caças Gripen à Força Aérea Brasileira. A direção da Saab, parceira do governo brasileiro inclusive com transferência de tecnologia, esteve com Jungmann nesta quinta-feira para cobrar informações diante do risco de ter seus segredos industriais repassados aos americanos.
— Não há impedimento, mas queremos saber o que está sendo discutido — afirmou o presidente da Saab, Hakan Buskhe.
Ele falou à imprensa, numa declaração conjunta com Jungmann e representantes de outras pastas, após a reunião em Brasília. Jungmann fez questão de salientar que não há acordo formal sobre a mesa entre Boeing e Embraer, mas sim conversas sobre um possível formato de associação, que não envolve transferência de controle acionário ou cisão da Embraer.
— Se isso (algum acordo) acontecer, evidentemente teremos que construir um conjunto de salvaguardas que terão que ser objeto de discussão com a própria Saab— afirmou, acrescentando:
— Não é aceitável que uma tecnologia desenvolvida por uma parceira da Embraer passe para outra, e vice-versa, da Boeing para Saab.—

