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‘Primeiros tiros’ da guerra comercial foram disparados, diz diretor-geral da OMC

GENEBRA - O diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo, disse nesta terça-feira que “os primeiros tiros” de uma guerra comercial foram dados. Durante uma reunião com membros da entidade, o brasileiro destacou os riscos ligados à escalada da tensão, incluindo perda de empregos.

“As tensões estão crescendo. Novas medidas estão sendo anunciadas com crescente frequência. Há uma preocupação real e justificada sobre a escalada que estamos vendo. Quer você chame ou não de uma guerra comercial, certamente os primeiros tiros foram disparados”, destacou Azevêdo, segundo comunicado da OMC.

Na semana passada, Estados Unidos e China acionaram o organismo multilateral para protestar contra as tarifas adotadas por ambos. Azevêdo não mencionou a disputa, mas defendeu que todos os envolvidos no sistema de comércio internacional se posicionem para evitar uma escalada maior do conflito:

“A situação requer uma resposta urgente. Temos o dever de ajudar a resolver esses assuntos e de alertar as pessoas sobre os potenciais riscos e consequências”.

No seu discurso, o brasileiro afirmou ainda que há um risco de “impacto sistêmico” causado pelo conflito. Esses efeitos seriam sentidos no longo prazo.

“A escalada contínua traria como risco um grande impacto econômico, que imporia séria ameaça a empregos, crescimento e recuperação da economia em todos os países. Existe também um potencial impacto sistêmico, que representa uma ameaça maior no longo prazo, particularmente em países que começarem a aceitar esta dinâmica ‘olho por olho’ como o novo normal”, pontuou Azevêdo.

O posicionamento do diretor-geral da OMC é divulgado no mesmo dia em que sobre a própria economia, incluindo cortes de impostos e incentivo a investimentos.

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