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Com mais crédito, Santander Brasil lucra R$ 3 bilhões no 2º trimestre

SÃO PAULO - O aumento da base de clientes e o crescimento das operações de crédito garantiram ao Santander Brasil um lucro líquido gerencial de R$ 3,025 bilhões no segundo trimestre do ano, um crescimento de 29,5% na comparação com igual período do ano passado. No acumulado do ano, o resultado totaliza R$ 5,884 bilhões, alta de 27%, permanecendo como o país de maior participação no resultado do grupo espanhol, com uma fatia de 26%, seguido por Espanha (15%) e Reino Unido (14%).

A carteira de crédito do banco totalizava, ao final de junho, R$ 368,2 bilhões, uma alta de 13,3%. Esse volume inclui operações de empréstimo tradicional e também avais, fianças e títulos com risco de crédito, como debêntures. As linhas destinada a pessoas física (R$ 119,8 bilhões) e ao financiamento do consumo (R$ 45,4 bilhões) foram as que tiveram maior expansão, de 23% e 22,7%, respectivamente.

Com mais clientes e uma concentração maior da carteira de pessoas físicas, em que as taxas de juros são maiores, o banco conseguiu elevar a sua margem financeira, que leva em conta as operações com clientes e o mercado (tesouraria). Essa margem ficou em R$ 10,46 bilhões, um aumento de 15% em relação ao segundo trimestre de 2017.

Já a inadimplência (operações vencidas há mais de 90 dias) representavam em junho 2,8% da carteira total do banco, ante 2,9% em março e em junho de 2017. Os atrasos são maiores nas linhas destinadas a pessoas físicas, que atingiram no final do segundo trimestre 3,8%, uma leve alta na comparação com os 3,9% de março e número igual ao registrado em junho de 2017. No segmento de empresas, os atrasos acima de 90 dias totalizaram 1,7% dessa carteira, abaixo dos 2% do trimestre anterior e de igual período do ano passado.

As receitas com prestação de serviço, como tarifas da conta corrente e taxas de administração de fundos, também tiveram alta expressiva, de 12,1% no segundo trimestre em relação aos meses de abril a junho do ano passado, chegando a R$ 8,4 bilhões.

Os analistas da Coinvalores destacaram o crescimento da margem do Santander. “Destaque no trimestre para o forte crescimento da carteira de crédito ampliada do banco mesmo em um cenário de grande incerteza, o que impulsionou a margem financeira bruta. As receitas com prestação de serviços e tarifas bancárias também apresentaram bom crescimento na comparação com o primeiro trimestre de 2018”, avaliaram, me relatório a clientes. Por outro lado, as despesas cresceram em um ritmo menor. Os gastos administrativos e com pessoal totalizaram R$ 4,867 bilhões, uma alta de 7% em relação ao segundo trimestre do ano passado. Já as despesas com provisões para devedores duvidosos (PDD) foram de R$ 4,311, bilhões, expansão de 9,4%.

O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) chegou a 19,5%, ficando em linha com a rentabilidade dos demais grandes bancos privados do país.

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