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Padilha diz que 'batalha' da Previdência se encerra em fevereiro

BRASÍLIA — O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse nesta quinta-feira que o governo vai "liquidar" a questão da reforma da Previdência em fevereiro. O ministro afirmou que o presidente Michel Temer vai "encerrar" o assunto este mês, e que a votação da proposta é uma luta "que deve ter um momento de parar". Padilha disse que não trabalha com a hipótese da não aprovação da matéria, ainda que o governo admita que, hoje, não tem os votos para aprovar a reforma.

— Temos uma batalha que deve ter um momento de parar e, na nossa visão, (esse momento) é fevereiro. Queremos votar em fevereiro e estamos fazendo de tudo para ter os votos necessários — afirmou Padilha.

O discurso do ministro contraria integrantes da equipe econômica, que já admitiram que, sem os votos, o ideal era tentar votar a reforma em novembro, após as eleições. O próprio presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), também vem dizendo que só pautará a matéria se o governo tiver os 308 votos necessários para aprovar a proposta, mas o governo pressiona pela votação no dia 20 de fevereiro.

— O presidente Temer tem dito que quer em fevereiro encerrar esse assunto, e estamos fazendo de tudo para votar e aprovar. Não posso raciocinar com a não-aprovação — disse Padilha, que acrescentou: — A posição do governo é liquidar esse tema em fevereiro.

O ministro da Casa Civil também admitiu novas mudanças no texto que está na Câmara, contanto que isso se traduza em votos para aprovar a proposta. O próprio relator da matéria, deputado Arthur Maia (PPS-BA), já havia dito que vem recebendo sugestões e que há possibilidade de atender às pressões de integrantes da chamada Bancada da Bala e ao lobby dos servidores que ingressaram no serviço público até 2003, que querem uma regra de transição mais branda.

— Em princípio nosso texto é o relatório do deputado Arthur Maia. Porém, se nos mostrarem por A, B e C que efetivamente nos garantam os votos para que possamos aprovar, é possível ainda que se façam mudanças — explicou Padilha.

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