BRASÍLIA — Presidentes de entidades empresariais se reuniram nesta segunda-feira com o ministro da Secretaria de Governo, , para discutir o apoio à . Ao todo nove entidades participaram do encontro, entre elas: Confederação Nacional da Indústria (), Confederação Nacional do Comércio de Bens e Turismo (), Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil () e Confederação Nacional do Transporte (). Após a reunião, o ministro Marun afirmou que "não havia mais críticas à reforma da Previdência" e que as críticas eram "conversas de Facebook":
— Não existem mais críticas à reforma da Previdência. Vejo é essa conversa de Facebook de alguns privilegiados que estão preocupados com a perda de seus próprios privilégios. Mas não existe argumento. Antes se falava no trabalhador rural, agora o trabalhador rural está fora da Previdência. Depois se falava que iria prejudicar o aposentado. De forma nenhuma, o aposentado não vai ser atingido por essa reforma. Então o que se coloca em contrário? Não vejo argumentos razoáveis contrários à reforma da Previdência — argumentou Marun.
O ministro disse acreditar que a população estava cada vez mais convencida da importância da reforma, mas que o governo intensificaria a partir dessa semana o diálogo com a sociedade e o convencimento dos parlamentares:
— Essa semana nós continuaremos a conversa do diálogo com a sociedade. Talvez vocês não estejam notando, mas nós estamos vendo de forma muito forte a mudança de pensamento da população. Eu diria que se nós conseguíssemos esclarecer 100% da população em relação ao que estamos propondo na reforma da Previdência, nós teríamos uma aprovação maior do que 90% da população — afirmou o ministro.
A reunião com as entidades empresariais foi a primeira ação dessa semana, onde está prevista reuniões com líderes de bancadas, de acordo com Marun:
— Nos reunimos com os presidentes das principais confederações empresariais do país, que vieram aqui manifestar o seu apoio à necessária modernização da nossa Previdência. Essa semana já começam a chegar os líderes e nós vamos nos reunir com eles, sempre com a participação do presidente Rodrigo Maia, para complementarmos um trabalho de convencimento dos deputados — disse.
Questionado mais uma vez sobre a quantidade de votos que o governo teria até o momento e se isso poderia adiantar a votação, o ministro voltou a afirmar que a votação está mantida para fevereiro e que o governo sairá vitorioso:
— Não existe plano B. A estratégia do governo é que no dia da votação teremos os votos necessários para a aprovação. Não trabalhamos com a hipótese de não ter os votos. Teremos — concluiu Marun.
O deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), que também acompanhou a reunião, adiantou que no próximo dia 5 o governo vai lançar uma campanha a fim de dobrar a exposição da nova reforma da Previdência à população.
— A campanha vai dobrar a exposição da nova reforma em todas as frentes. Além disso, foi feito um apelo aos empresários e eles se comprometeram a fazer ligação direta com nosso comitê, que vai controlar os votos (favoráveis à proposta) — disse, acrescentando: — Em nenhuma parte do mundo grandes reformas foram feitas sem as elites empresariais. Elas entendem mais rapidamente, e elas já estavam se envolvendo. Agora, vão se envolver muito mais — avaliou.
Perondi defende o mesmo que Marun. Para ele, é imprescindível que a reforma da Previdência seja pautada no Congresso ainda em fevereiro. O deputado explicou que, quanto mais perto da eleição, maiores as dificuldades a serem enfrentadas pelo governo no percurso até a aprovação da proposta.
— Não pode (esperar). Quanto mais perto da eleição, podemos ter dificuldade. Essa reforma é de enfrentamento ao privilégio. Agora, é reformar ou morrer - ponderou.



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