BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, , afirmou, nesta quarta-feira, que todos os terão que passar por uma avaliação técnica do conselho da instituição. Isso ocorre em função do novo estatuto do banco, que será ajustado à nova lei das estatais. Embora o presidente tenha determinado o afastamento temporário de quatro vice-presidentes da Caixa que estão sendo investigados pelo Ministério Público e pela Polícia Federal por irregularidades, Meirelles assegurou que todos os executivos terão que ser avaliados e confirmados pelo conselho.
— O novo estatuto deve prever que todos devem passar por um critério de avaliação técnica e serem confirmados pelo conselho. O conselho vai ver a situação dos vice-presidentes que não foram afastados, mas que serão analisados pelo conselho, para saber se ficam ou não. Os que foram afastados apresentarão sua defesa — disse Meirelles.
Questionado sobre o fato de que a indicação de vice-presidências da Caixa passará a ser feita pela presidente do conselho, a secretária do Tesouro, Ana Paula Vescovi, Meirelles ponderou:
— A decisão não é da presidente do conselho, é do conselho. A partir de agora, todos os vice-presidentes serão avaliados tecnicamente nos termos decididos pelo estatuto.
O ministro admitiu que, futuramente, haverá uma discussão na Caixa sobre o tamanho da cúpula da instituição, que hoje tem 12 vice-presidentes. Mas disse que o importante agora é definir prioridades:
— No determinado momento, a estrutura será objeto de discussão para tornar a empresa mais eficiente.
Meirelles também comentou os estudos que o Banco Central está fazendo para reduzir os juros do cheque especial no país. O trabalho está sendo feito em parceria com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Segundo o ministro, no entanto, ainda não foi definida nenhuma medida específica sobre o assunto:
— Acho que é importante a queda dos juros do cheque especial, que está muito elevado. Não há nenhuma medida específica mais definida. O Banco Central está estudando várias coisas.

