BRASÍLIA — O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que quer votar a reforma da Previdência na próxima terça-feira, mas ressaltou que, se isso não for possível, fará a votação em fevereiro. Maia surpreendeu e foi ao encontro de ativistas que fazem greve de fome dentro da Câmara contra a reforma da Previdência. Maia disse aos grevistas que seu trabalho é acelerar as discussões e definir o mais rapidamente possível se será votado na terça-feira ou apenas em fevereiro. E anunciou que, quando for votado, vai deixar a Presidência e marcar o seu voto a favor da reforma. Geralmente, o presidente da Câmara não vota.
— É claro que não posso tomar uma decisão baseada na greve de fome. Respeito. Vamos ter que decidir se vamos pautar ou não este ano. O que posso é acelerar um pouquinho esse meu trabalho para que a gente tenha uma data definitiva: se vai ser este ano ou não. Vou tentar acelerar minha decisão, posso tentar tomar uma decisão para que se possa votar no início da semana que vem ou no início de fevereiro — disse Maia, aos grevistas.
Em seguida, Maia disse que está fazendo todo o possível para votar dia 19.
— Eu, inclusive, pretendo, neste caso da Previdência, sair da Presidência na hora da votação e dar o meu voto. Quero votar semana que vem. Se tiver voto. Nossa intenção é que a gente possa votar este ano. Seria muito importante que tivéssemos os 308 votos para votarmos na próxima terça-feira. Mas se não tivermos os 308 votos, vamos fazer uma construção para que a gente possa voltar aqui em fevereiro e votar a matéria. Essa matéria precisa ser votada e ser aprovada. Só ser votada é ruim para o Brasil. Então, vamos construir a maioria. A gente sabe muito bem quantos votos têm hoje, quantos votos se projetam ter na próxima semana e, por enquanto, ainda faltam votos. Se na próxima semana faltarem votos, vamos deixar isso para o início de outro mês (fevereiro), talvez dando mais tempo para que a gente articule
Maia negou que o DEM vá fechar questão. Ele disse que o partido dará o maior número de votos.
— Acho que teremos um número muito grande de deputados do Democratas votando — disse Maia.
Ele cumprimentou e conversou com o grupo de manifestantes, que estão ficando dentro da Câmara.

