O Índice de Liquidez (IL) do Sistema Financeiro Nacional (SFN) atingiu 2,7 em junho, segundo a mediana do Relatório de Estabilidade Financeira (REF) do primeiro semestre deste ano, divulgado nesta terça-feira pelo Banco Central. Em dezembro de 2025, a taxa era de 2,5.
O IL é usado para avaliar a capacidade de pagamento de instituições financeiras em relação às suas obrigações. Ele representa a relação entre os ativos mais líquidos do sistema bancário e a honra de seus compromissos em um prazo de 30 dias. Quanto maior o número, mais confortável é a situação de liquidez dos bancos.
O Índice de Liquidez Estrutural (ILE) seguiu em 1,2, considerando a mediana, mesmo nível em que estava em dezembro.
É desejável que o índice esteja próximo ou acima de 1. O ILE serve para verificar quanto as instituições possuem de recursos estáveis em seus passivos para fazer frente a um ativo de mais longo prazo - seja ele crédito, investimento ou participação societária, entre outros.
Índice de Basileia
O Índice de Basileia do SFN atingiu 16,99% em junho, segundo o REF do primeiro semestre desse ano.
Em dezembro de 2025, o índice era de 17,10%.
O Índice de Basileia é um conceito internacional, definido pelo Comitê de Basileia, que estabelece uma relação mínima entre o Patrimônio de Referência (PR) e os ativos ponderados pelo risco (RWA) dos bancos.
As instituições financeiras brasileiras precisam obedecer a um índice mínimo de 8%. Isso significa que, para cada R$ 100 que um banco empresta, precisa ter pelo menos R$ 8.
ROE
O Retorno Sobre Patrimônio Líquido (ROE) do SFN atingiu 15,33% nos 12 meses encerrados em junho, segundo o REF do primeiro semestre deste ano. Em dezembro de 2025, era de 16,30%.
"Após período de estabilidade, o ROE do SFN diminuiu no primeiro semestre de 2026 em todos os segmentos, à exceção do S1 privado. Nesse segmento, a estabilidade das despesas com provisões contribuiu para preservar a rentabilidade. Nos demais segmentos, a redução do ROE esteve associada, sobretudo, à elevação das provisões", escreveu o BC no relatório.
No caso do segmento público, o destaque foi para a pressão na rentabilidade, em especial em função do aumento do provisionamento e da materialização de
risco de crédito, associados às modalidades de crédito rural e pessoal, destacou o BC.
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