BRASÍLIA — O , Blairo Maggi, defendeu, nesta terça-feira, que um acordo sobre a nova rodoviário saia o mais rápido possível, porque a indefinição está prejudicando o setor de como um todo. Ele afirmou que 60 navios estão parados há 11 dias nos portos, pagando diárias de US$ 25 mil a US$ 35 mil, à espera de produtos agropecuários que não chegam aos terminais para serem exportados.
— Deveriam ser transferidos para os portos 450 mil toneladas de produtos por dia — disse Maggi, após participar de uma audiência pública no Senado.
A indefinição também afeta os negócios no comércio de grãos, completou. As partes não conseguem fazer os contratos, porque desconhecem o valor do frete embutido. O ministro citou como exemplos mais frequentes o algodão e a soja.
— Isso tem que destravar. Gostaria que a solução do problema surgisse ainda nesta tarde — afirmou.
Ele lembrou que os produtores têm reclamado dos valores apresentados até o momento pela ANTT. Disse que é preciso que os números sejam satisfatórios para os dois lados.
— Nas negociações, uma hora vem um time e outra hora outro time. A ideia é chegar a numero que seja consensual para os dois lados, já que a tabela é uma realidade. Ontem mesmo, aqui em Brasília, vários exportadores estiveram aqui mas não se chegou a nenhum valor.
O ministro admitiu que, pessoalmente, preferiria que não houve a fixação de preços mínimos, ou o tabelamento do frete. Porém, como essa é uma posição de governo, ele defendeu que a tabela saia o quanto antes.
— Particularmente, eu entendo que o mercado deveria ser livre. Mas o governo tomou a decisão de, no acordo com os caminhoneiros, apresentar uma tabela e uma MP. Não vou discutir a existência ou não da tabela. Ela existe e, na prática, terá um piso para que possamos trabalhar. No futuro, se a Justiça não permitir, paciência.


