A BYD teve no mês passado o melhor resultado em vendas desde que desembarcou, quatro anos atrás, no Brasil. No total, a marca chinesa vendeu 16,4 mil carros no País, o dobro do volume de março do ano passado (8 mil).
O desempenho supera os 15,7 mil carros vendidos pela BYD em dezembro, recorde anterior, e foi puxado pelo subcompacto elétrico Dolphin Mini que seguiu, em março, como o modelo mais vendido no varejo brasileiro. No primeiro trimestre, foram vendidos 37,6 mil carros da marca no Brasil, 73,7% acima do número registrado nos três primeiros meses de 2025.
Os números foram antecipados pela empresa, já que o balanço oficial só será divulgado pela Fenabrave, a associação das concessionárias, na terça-feira, com possíveis ajustes.
Depois de se tornar, em fevereiro, o primeiro carro elétrico a liderar as vendas fechadas em showroom, superando modelos movidos a gasolina ou etanol, o Dolphin Mini repetiu o feito no mês passado, com mais de 6 mil unidades vendidas no varejo.
"Nosso foco permanece na expansão da presença da BYD no País, com aumento contínuo da capacidade produtiva local e ampliação do portfólio de produtos", comenta Tyler Li, presidente da BYD no Brasil.
Em entrevista publicada pela Broadcast , sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, em 17 de março, o vice-presidente sênior da BYD no Brasil, Alexandre Baldy, disse que, até o fim do ano, a marca tem a meta de elevar o ritmo de produção na fábrica de Camaçari, na Bahia, para 25 mil carros por mês, o equivalente a um ritmo anual de 300 mil automóveis. O objetivo é liderar o mercado brasileiro até 2030.
Recentemente, a montadora chinesa anunciou que a fábrica de Camaçari, onde já trabalham 3,5 mil pessoas, recebeu encomendas de 100 mil carros da Argentina e do México.


