BRASÍLIA - O ministro dos Transportes, Maurício Quintella, reafirmou que o governo estuda abrir o capital da Infraero e que a participação do investidor privado poderá chegar a 60% do capital da empresa. Segundo ele, a União teria poder de veto via golden share para decisões relacionadas a pessoal e investimentos. A definição do modelo a ser adotado será conhecido dentro de até 90 dias, quando será concluído um estudo de uma auditoria internacional contratada pela estatal.
- A abertura de capital pode ser de 49% ou de 60%. O estudo é que orientará o governo sobre qual será o melhor modelo - disse o ministro, após participar de audiência pública na Câmara dos Deputados.
Ele destacou que o governo está tomando medidas para sanear a empresa, como por exemplo, extinguiu o ataero (adicional tarifário) para permitir que as receitas fiquem no caixa da Infraero. Por outro lado, admitiu que a retirada de aeroportos importantes da rede da estatal, como o de Congonhas, por exemplo, reduz a atratividade do ativo, mas que foi voto vencido nessa discussão, diante da necessidade fiscal da União.
Ele mencionou ainda que depois de anos seguidos de prejuízos, a Infraero registrará em 2017 resultado operacional positivo entre R$ 200 milhões e R$ 400 milhões. A venda da participação da estatal nos quatro aeroportos concedidos (Brasília, Guarulhos, Galeão e Confins), de 49%, também vai injetar recursos na empresa. A estimativa é que as operações gerem até R$ 8 bilhões.


