BRASÍLIA - Ao detalhar o programa de demissão voluntária do governo federal, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, afirmou que incentivar a saída de funcionários públicos é a única forma de reduzir o gasto com pessoal. Em entrevista coletiva, ele frisou que — apesar de essa despesa estar controlada em relação ao tamanho da economia nos últimos anos — cortar esse gasto é fundamental para o ajuste fiscal. No entanto, Dyogo fez questão de deixar claro que a crise das contas públicas não é culpa do servidor.
De tudo o que o Brasil gasta, 12,6% vão para o pagamento de salários para os funcionários públicos. Esse é um custo maior que o de países desenvolvidos.
— Mas não estamos responsabilizando o servidor pela crise fiscal. Não se pode culpar o servidor pela crise fiscal — frisou o ministro.
Apesar de estar controlada, para a equipe econômica, era preciso enxugar o quadro. E a única saída para isso era estimular a saída dos funcionários públicos.
— Essa é a única forma de reduzir as despesas com o estoque. Não podemos demitir como o setor privado — falou o ministro.
Dyogo lembrou que o governo federal já tentou demitir servidor no passado. Na gestão Collor, muitos foram desligados, mas entraram na justiça e conseguiram voltar ao trabalho. Ele disse que a situação atual é bastante diferente. E que o desligamento proposto pelo governo Temer é opcional.
— Vamos incentivar as pessoas que façam adesão, mas as pessoas não são obrigadas a aderir.


