BRASÍLIA - O futuro ministro da articulação política do governo, Carlos Marun (PMDB-MS), disse nesta segunda-feira que a reforma da Previdência será pautada na Câmara na próxima quinta-feira (14/12) e não sairá mais da pauta até ser votada. Ele assume a Secretaria de Governo nesse mesmo dia, e admite que o governo ainda precisa de 40 a 50 votos para aprovar a matéria. Segundo ele, falta chegar uma "onda positiva" que possibilite a adesão dos 308 deputados - mínimo necessário para aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC).
— Nós quinta-feira colocamos em discussão a reforma da Previdência e ela não sai mais da pauta, fica na pauta até ser votada. Vamos tentar votar agora, vamos conseguir, eu tenho confiança nisso, mas digamos que venha essa derrota, ela fica na pauta. Nós chegamos aqui em fevereiro e esse vai ser assunto. Não adianta achar que isso vai passar e ninguém mais fala disso, e nós vamos fazer de conta que vivemos na Suíça. Nós vivemos no Brasil e esse é um assunto hegemônico, vai permanecer na pauta até que seja votado — disse Marun.
A data da votação foi marcada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). A ideia é começar a discutir o texto relatado pelo deputado Arthur Maia (PPS-BA) nesta semana e votar na semana que vem. Enquanto isso, o governo buscará os votos que ainda faltam. O deputado reconhece a chance de o governo perder na votação. Mas diz que se isso acontecer será uma batalha perdida apenas.
— Sem dúvida alguma se não conseguirmos, vou sentir a verdade: que nós perdemos uma batalha, mas não teremos perdido a guerra — disse.
Independentemente de o governo conquistar todos os apoios necessários, segundo Marun não há chances de uma nova data ser marcada para a votação:
— A matéria vai ser pautada na quinta-feira, não existe possibilidade de ela não ser.

