A projeção do Ministério da Fazenda para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2026 subiu de 3,8% para 4,6%. "Até abril, o INPC acumula inflação de 4,1% em 12 meses, inferior em cerca de 0,3 ponto porcentual àquela medida para o IPCA. Contudo, o INPC acumulado em 2026 deve ser superior ao IPCA, considerando a aceleração nos preços de alimentos e seu maior peso nesse índice", diz a Secretaria de Política Econômica (SPE) da Pasta.
As informações foram divulgadas no Boletim Macrofiscal, publicado pela SPE nesta segunda-feira, 18.
IGP-DI
Para o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), a previsão para se manteve em 4,9% em 2026. "Os resultados do início do ano vieram abaixo do esperado, mas o choque geopolítico no Oriente Médio reverteu essa trajetória a partir de março, com aceleração relevante que recolocou o índice em linha com a projeção anual", continua a SPE.
De fevereiro a abril, a variação acumulada em 12 meses saiu de -2,9% para 0,8%, refletindo principalmente altas em produtos da cadeia petroquímica. Como vetor de atenuação, a apreciação cambial esperada para o ano tende a limitar o repasse do choque externo.
A projeção foi realizada antes da divulgação do IGP-DI de abril, em 8 de maio, que surpreendeu a Fazenda com inflação mais intensa do que a esperada.




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