SÃO PAULO - A BRF precisa de um Conselho de Administração forte e unido que evite uma disputa de poder entre os acionistas. A avaliação é do ex-ministro do Desenvolvimento Luiz Fernando Furlan, que afirma que a disputa entre os fundos de pensão Petros e Previ e o empresário Abilio Diniz causa insegurança entre os executivos da empresa, os mais de 100 mil funcionários, 13 mil fornecedores e os milhares de acionistas que possuem ações da companhia. Furlan afirmou que, neste momento, as negociações entre os acionistas estão paralisadas.
- Sou uma pessoa que busca soluções e pacificação. Instabilidade entre aqueles que representam os acionistas não tem ajudado. Nas assembleias do conselho realizadas até agora, busquei sugerir nomes de pessoas que conhecem o setor, a longa cadeia produtiva da empresa. Meu nome foi proposto pelos dois blocos e tenho mais de 30 anos no setor. Não tenho inimizade nem confronto com nenhum dos grupos - disse Furlan.
Para ele, a disputa pelo poder na BRF só deverá ser encerrada com o voto dos acionistas, na assembleia marcada para o próximo dia 26 de abril. Nesta terça-feira, Furlan convocou uma entrevista, na condição de acionista, para se colocar como um "pacificador" na briga travada pelo poder na empresa. O nome de Furlan, que já faz parte do atual Conselho de Administração, foi proposto para integrar o novo Conselho da empresa pelas duas partes. O ex-ministro disse que é um candidato independente e isento.
- Dói muito na minha mente e no meu bolso ver a disputa de poder entre os acionistas na BRF, num momento em que a empresa tem outros desafios e essa energia poderia ser canalizada para isso - afirmou Furlan, que é o 15º maior acionista individual da empresa.



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