BRASÍLIA - A operação da deflagrada nesta quinta-feira, tenta apurar um antigo esquema de corrupção no , o fundo de pensão dos Correios. Os investigadores vasculham documentos para tentar desvendar a na gestão da diretoria que comandava a entidade em meados dos anos 2000 e seria responsável por perdas para os carteiros de até .
O caso é tão antigo que já apareceu em outras investigações como a Operação Greenfield (que analisa aplicações financeiras fraudulentas) e até mesmo numa apuração internacional feita pela Securities and Exchange Comission (SEC, a xerife do mercado financeiro americano).
Tudo teria começado quando o ex-presidente do Postalis Alexej Predtechensky comandava a entidade. Conhecido como Russo, ele é ligado ao PMDB. E foi um dos alvos da operação desta quinta-feira.
Sob sua gestão, ocorreram as fraudes mais grotescas. Uma das que estão na mira da SEC, por exemplo, é a falsificação de títulos com corretivo escolar. Com tantas fraudes e escândalos, começou uma corrida na Justiça para ver de quem é a culpa e, principalmente, quem pagará a conta dos desvios.
A principal briga é com o Bank of New York Mellon. A instituição foi contratada pelo Postalis justamente para administrar os investimentos feitos com os recursos depositados pelos carteiros. No contrato, o banco dizia ter métodos eficientes de controle das transações financeiras.
José Carlos Oliveira, ex-presidente do banco, é alvo de mandado de prisão preventiva na operação desta quinta-feira. A suspeita de que ele teria favorecido aplicações ruins para os carteiros. O esquema envolvia corretoras que realizavam os negócios.
Na época, a Superintendência de Previdência Complementar (Previc) chegou a pensar em intervir no Postalis. Apesar do volume de evidências, fez apenas uma auditoria. A intervenção veio apenas no fim do ano passado, quando o fundo de pensão já tinha uma nova diretoria e operava com regras novas para tentar recuperar o dinheiro dos carteiros.

