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Empresas querem incentivo do governo a pesquisa sustentável e energia limpa, diz estudo

Por Folha de São Paulo

22/04/2024 20h00 — em
Economia



SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O governo federal deve priorizar incentivos a pesquisa e desenvolvimento sustentável em sua agenda ambiental. É o que apontam 77% dos gestores de empresas ouvidos pela Amcham (Câmara Americana de Comércio para o Brasil) na pesquisa Panorama ESG 2024, divulgada nesta segunda-feira (22) pela organização.

Segundo o estudo, 67% das empresas apontam que é fundamental a liderança do governo federal na chamada "Agenda ESG", sigla em inglês para meio ambiente, social e governança.

Entre outras demandas dos gestores, estão incentivos à geração de energias limpas, a facilitação do acesso a financiamento sustentável, políticas relacionadas à economia circular e preservação florestal e implementação do mercado de carbono. Esse último está sendo discutido no Congresso desde o segundo semestre do ano passado.

A pesquisa ouviu 687 líderes empresariais brasileiros, entre os quais 57% dos respondentes são "altos executivos de empresas, que, juntas empregam meio milhão de pessoas e totalizam um faturamento de R$756 bilhões", segundo a Amcham.

De acordo com o estudo, a adesão de empresas às medidas ESG aumentou no último ano. Segundo a Amcham, 71% das empresas ouvidas adotam medidas para melhorar as relações com meio-ambiente, governança e sociedade, ante 47% em 2023.

Ainda assim, 45% estão em estágio inicial de implementação de práticas ESG e 26% em avançado.

Algumas políticas solicitadas pelas empresas estão presentes na agenda ambiental do governo federal. Uma delas é a criação de um plano de prioridades e diretrizes para o incentivo à criação de tecnologias ligadas à transição ecológica, conforme detalhou à Folha, o secretário-executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luis Fernandes.

Para 72% dos entrevistados, o pilar social é a prioridade da agenda ESG, seguido pela governança, com 68%. Por último, ficam as questões ambientais, prioritárias para 66% dos empresários. Os gestores podiam marcar mais de uma resposta, por isso a soma excede os 100%.

Na busca de fortalecer o pilar social, 65% afirmam promover a capacitação de funcionários, e 61% dizem estabelecer uma cultura de diversidade e inclusão.

Menos da metade dos participantes, 33%, afirma ter reduzido as emissões de gases de efeito estufa em suas organizações. Ainda assim, o resultado é melhor do que o visualizado em 2023, quando apenas 11% das empresas havia atingido a redução.

A sondagem ainda cita a 30ª Conferência das Nações Unidas para as Mudanças Climáticas (COP30), prevista para ocorrer em Belém (PA), em novembro de 2025, mostrando que pouco mais da metade dos gestores acredita que a realização do evento no Brasil impactará positivamente sua organização.


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