BRASÍLIA — O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Paulo Pedrosa, disse nesta quinta-feira a Eletrobras não vai entrar no Novo Mercado da bolsa antes da privatização. Esse segmento de listagem da B3 (antiga BM&FBovespa) exige práticas diferenciadas de governança corporativa.
— Há elementos que nós havíamos pensado, como levar a Eletrobras ao Novo Mercado. O nosso entendimento é que isso ampliaria o cronograma e comprometeria os prazos. Isso possivelmente será uma obrigação para o novo investidor e não uma condição prévia — disse Pedrosa.
Quando o governo anunciou, em agosto, a decisão de privatizar a Eletrobras, destacou que esse movimento permitirá à empresa “implementar os requisitos de governança corporativa exigidos no Novo Mercado, equiparando todos os acionistas – públicos e privados – com total transparência em sua gestão”.
O governo trabalha na definição das regras para a privatização da Eletrobras. Segundo Pedrosa, a intenção é deixar todo o processo pronto no início do próximo ano, para ser executado ao longo de 2018. Será preciso enviar uma medida provisória ao Congresso.
— Nós vamos conseguir conseguir consolidar todo o processo até o início do ano, definir modelo, definir a proposta e, muito possivelmente, formalizar com a Eletrobras a contratação do processo. A operacionalização dele se dará ao longo do tempo, isso ainda está sendo definido — disse o secretário.

