O dólar abriu esta terça-feira, 15, alinhado ao viés de alta predominante no exterior, em meio à alta do petróleo, mas passou a cair levemente no mercado à vista após o Banco Central vender US$ 1 bilhão no mercado à vista, em operação casada com oferta de swap cambial reverso no mesmo valor, que corresponde à compra de dólares no mercado futuro. Os investidores reagem ainda às pesquisas que mostram redução da vantagem do presidente Lula sobre o senador Flávio Bolsonaro, movimento bem recebido por parte do mercado diante da percepção de maior possibilidade de um candidato de oposição promover um ajuste fiscal das contas públicas caso vença as eleições de outubro.
Os investidores analisam também os dados fracos de varejo, que podem reforçar corte de 0,25 pp da Selic na quarta-feira, 16. Às 9h40, o dólar à vista caia 0,26%, a R$ 5,1345.
As vendas do varejo caíram 0,8% em julho ante junho, no piso das estimativas, cuja mediana era -0,3%. Na comparação anual, subiram 1,2%, abaixo da mediana de 2,2%. No varejo ampliado, houve alta de 0,4% no mês, abaixo da mediana de 0,9%, e de 1,8% em um ano, ante expectativa de 2,5%.
Entre as pesquisas divulgadas nesta manhã, a Indexa/Broadcast mostra no 2º turno o presidente Lula com 43% e o senador Flávio Bolsonaro, 42%, em empate técnico. Lula caiu 3 pontos desde agosto, de 46% para 43%, enquanto Flávio subiu 1, de 41% para 42%, reduzindo a diferença de 5 para 1 ponto. Lula também lidera numericamente contra Caiado, 43% a 39%, e Cury, 41% a 39%, ambos em empate técnico. Contra Zema, mantém 45% a 34%, e contra Renan Santos, 45% a 35%. Em cenário de 1º turno, Lula tem 38%, e Flávio, 34%
Na sonadagem CNT/MDA, o presidente Lula lidera todos os cenários de segundo turno, mas perde vantagem. Contra Flávio Bolsonaro, marca 47,3% a 40,0%, ante 48,0% a 39,1% em agosto. Contra Augusto Cury, cai a 45,3%, enquanto Cury sobe a 38,4%. Lula também recua contra Caiado, Zema e Renan Santos. No 1º turno, Lula vai de 42,4% a 40,5%; Flávio, de 28,7% a 30,4%; Cury, de 1,2% a 6,0%.
No STF, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes afirma na defesa entregue à Corte que o ministro André Mendonça já sabia em maio que seu nome constava em arquivos apreendidos com o perito da PF João Cláudio Nabas, mas teria aguardado a véspera do 7 de Setembro para explorar politicamente o caso. O ministro acusa Mendonça de direcionar a investigação para incriminá-lo e favorecer determinado grupo político nas eleições de 2026.
No exterior, a zona do euro ampliou o superávit comercial para 5 bilhões de euros em julho, ante 1 bilhão de euros em junho, com alta de exportações de 1,2% e queda de importações de 0,4%. Sem ajuste sazonal, o saldo foi de 14,2 bilhões de euros, acima dos 10,7 bilhões de euros de julho de 2025.



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