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Selic pode cair nesta quarta: veja o que muda no bolso de quem vive em Manaus

Copom se reúne nesta terça e quarta-feira e mercado aposta em novo corte da taxa básica de juros, hoje em 15% ao ano

Selic pode cair nesta quarta: veja o que muda no bolso de quem vive em Manaus
Cenário econômico influencia diretamente o custo de vida das famílias amazonenses

O Comitê de Política Monetária do Banco Central começou nesta terça-feira sua reunião de dois dias, com decisão marcada para a noite de quarta-feira. A taxa Selic está em 15% ao ano, e a maior parte dos investidores e analistas do mercado financeiro trabalha com a hipótese de um novo corte, para 13,75% ao ano, dando sequência ao ciclo de afrouxamento monetário iniciado nos últimos meses.

Na prática, uma Selic mais baixa tende a baratear, aos poucos, o crédito para quem financia carro, casa ou usa o cartão parcelado em Manaus e no interior do Amazonas. O efeito não é imediato: bancos e financeiras costumam levar semanas para repassar a queda aos juros cobrados do consumidor final, e o impacto é maior em linhas atreladas diretamente à taxa básica, como financiamentos imobiliários e crédito consignado.

O cenário para o bolso do amazonense, porém, é misto. Do lado positivo, o índice de preços ao consumidor recuou em agosto, puxando a inflação acumulada em 12 meses para o menor patamar em bastante tempo, o que ajuda a segurar o preço da cesta básica. Do lado negativo, o dólar segue pressionado, fechando o início da semana perto de R$ 5,15, reflexo da alta do petróleo acima de US$ 100 no mercado internacional — o que mantém caros os produtos importados, as viagens ao exterior e, indiretamente, o combustível.

É justamente no posto de combustível que o morador de Manaus sente o efeito mais direto desse cenário externo: levantamento recente da Agência Nacional do Petróleo mostrou a gasolina comum sendo vendida, em média, a mais de R$ 7,20 o litro na cidade, com o diesel também acima dos R$ 7 e o etanol em torno de R$ 5,07. Enquanto o corte de juros pode aliviar o crédito, a combinação de dólar alto e petróleo em disparada é o que vai definir se esse alívio chega ou não ao preço da bomba nas próximas semanas.

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