RIO - A Bolsa brasileira e o real têm a segunda sessão negativa seguida nesta quinta-feira, com a continuidade da incerteza sobre reforma da Previdência e a vitalidade da economia americana. O dólar comercial sobe 0,83%, cotado a R$ 3,266 para venda, reagindo ao noticiário de Brasília sobre a reforma e acompanhando a tendência global de valorização da moeda, depois que os EUA informaram, na quarta-feira, que seu Produto Interno Bruto (PIB) avançou 3,3% no terceiro trimestre, contra 2,3% da leitura anterior.
Na Bolsa, o índice de referência Ibovespa recua 1,07%, aos 71.920 pontos. O mercado local opera na contramão das ações americanas, onde o índice Dow Jones superou os 24 mil pontos.
A expectativa do mercado é que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), decida hoje se colocará a reforma da Previdência em votação na próxima quarta-feira, como desejam o Planalto e o ministro da Fazenda Henrique Meirelles.
Como O GLOBO publicou nesta quinta-feira, para garantir uma economia de R$ 88 bilhões em dez anos com o sistema de aposentadoria dos servidores públicos da União, o governo está decidido a não fazer novas concessões na reforma da Previdência. A avaliação do Palácio do Planalto é que não adianta fazer novas alterações no texto, conforme defende uma ala do PSDB e líderes da base aliada, porque isso não vai trazer votos favoráveis à proposta.
Entre os bancos, o Banco do Brasil cai 1,63%, enquanto o Bradesco perde 0,66%. No Itaú Unibanco, a desvalorização foi de 0,69%. Na Petrobras, a ação preferencial (sem direito a voto) avança 0,39%, mas a Vale registra desvalorização de 0,56%.

