RIO - O dólar comercial opera em queda de 0,22% contra o real nesta terça-feira, cotado a R$ 3,122, acompanhando o movimento da divisa no mercado internacional e devolvendo parte da alta registrada na véspera. No mercado acionário, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) registra queda de 0,4%, aos 66.069 pontos, em pregão volátil marcado pela divulgação de dados sobre o Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2016.
Em 2016, É a primeira vez em quase 70 anos que o PIB tem dois resultados negativos anuais seguidos, com perda acumulada de 7,2%.
Pelo Comitê de Datação de Ciclos Econômicos (Codace) da Fundação Getulio Vargas, o atual ciclo recessivo, que começou no segundo trimestre de 2014, completou em dezembro de 2016 onze trimestres e já se tornou o mais longo em 35 anos. Ele alcançou a mesma duração da crise do governo Collor(1989-1992), com magnitude superior à crise da moratória da dívida (1981-1983), quando a economia encolheu 8,5%.
Entre as ações brasileiras, o setor financeiro é o que mais pesa no pregão. O Itaú Unibanco, ação mais importante do Ibovespa, tem queda de 0,70%, a Cielo recua 2,57% e o Banco do Brasil, 1,25%. A maior pressão positiva vem das ações preferenciais da Petrobras, que sobem 0,46%.
Fora do Ibovespa, as ações da Oi saltam 6,5%, depois de a Justiça de Lisboa ter reconhecido a decisão que deferiu a recuperação judicial da operadora brasileira.
No exterior, as principais Bolsas operam em queda, puxadas para baixo pelo desempenho das ações das empresas farmacêuticas depois de a Casa Branca anunciar detalhes do seu plano para substituir o Obamacare e de o presidente Donald Trump, ter afirmado em mensagem no Twitter que vai tornar os medicamentos mais baratos.
O índice de referência europeu, o Euro Stoxx 50, cai 0,22%, enquanto a Bolsa de Londres tem baixa de 0,12%. Em Paris, a queda é de 0,54%. Em Wall Street, o Dow Jones opera estável, mas o S&P 500 recua 0,1%.




Aviso