RIO - O dólar opera com leve baixa nesta segunda-feira, recuando 0,22% e cotado a R$ 3,085 para venda. Nas duas últimas sessões, moeda se valorizou. A sessão desta segunda deve ser de baixo volume por causa do feriado do Dia do Presidente nos EUA, que fecha os mercados em Wall Street. O dólar chegou a se aproximar da barreira dos R$ 3 nos últimos dias e especialistas não descartem que ele possa ficar abaixo desse nível, mesmo que não se considere uma trajetória sustentável.
No mercado acionário, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) avança 1,08%, aos 68.489 pontos. Puxa o pregão o desempenho dos papéis da Vale e de sua acionista Bradespar, que disparam depois de a mineradora ter divulgado . A Vale ON (ordinária, com voto) sobe 5,72% (R$ 36,02) e a PNA (preferencial, sem voto) avança 5,33% (R$ 33,97). A Bradespar salta 15,53%, a R$ 26,34.
O novo acordo de acionistas visa a tornar a Vale uma empresa sem controle definido. Está prevista a conversão voluntária das ações preferenciais classe A (PNA) da Vale em ações ordinárias, na relação de 0,9342 ON por cada PNA da empresa.
A Petrobras ON sobe 0,66% (R$ 16,83), e a PN, 0,83% (R$ 15,74), ajudadas pela valorização de 0,54% do barril de petróleo do tipo Brent no mercado internacional (US$ 56,11). Entre os bancos, o Itaú Unibanco sobe 0,27%, o Bradesco opera estável, o Banco do Brasil avança 0,52% e o Santander recua 1,45%.
Na Europa, os pregões operam com baixo volume, prejudicados pelo feriado americano. Movimentam os papéis as notícias corporativas. A Unilever cai 6,6%, por enquanto sua maior queda desde 2008, depois de a Kraft Heinz ter retirado sua proposta de compra de US$ 143 bilhões pela anglo-holandesa. O índice de referência Euro Stoxx 50 sobe apenas 0,09%, enquanto as Bolsas de Londres e Paris registram perdas irrelevantes (0,04% e 0,07%, respectivamente). Em Frankfurt, o pregão avança 0,63%.
— O preço do minério de ferro não pára de subir. Hoje mesmo, subiu mais de 2% na China. O acordo também deve melhorar a governança da companhia. Com relação ao mercado como um todo, os economistas estão otimistas com o ciclo de afrouxamento dos juros — disse Pablo Spyer, da Mirae Asset, que estão entre a minoria de economistas que aposta em um corte de 1 ponto percentual nos juros (de 13% para 12% ao ano) na reunião desta semana: — Os juros reais estão muito altos, por isso há espaço reduzir a Selic com mais velocidade.

