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Dólar e Bolsa sobem após acordo encerrar paralisação do governo dos EUA

RIO - Após passar a manhã em queda, o dólar comercial passou a subir e agora registra valorização de 0,15%, cotado a R$ 3,207 para venda. A divisa americana recuperou fôlego em escala global, depois de democratas e republicanos terem conseguido chegar a um acordo no Senado dos EUA para encerrar a paralisação do governo que durou três dias. Com isso, no mercado acionário, o índice de referência Ibovespa passou a operar com alta de 0,26%, aos 81.427 pontos. Mas os investidores seguem operando com cautela, atentos ao julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em segunda instância na quarta-feira.

Senadores dos EUA conseguiram chegar a um acordo bipartidário para dar fim à paralisação do governo provocada pelo impasse no Orçamento. O governo estava sem financiamento desde a meia-noite do sábado (20), e uma das principais consequências da paralisação foi deixar milhares de funcionários federais em casa sem salário. A votação para reabrir o governo passou na tarde de segunda-feira, por 81 votos contra 18.

— O dólar abriu um pouquinho sua queda mais cedo, ficou barato e entrou fluxo de compra. Mas á realidade é que o mercado ficará em estado de grande volatilidade até a quarta-feira, uma leitura de cautela muito por causa do julgamento do Lula — afirmou Rodrigo Marcatti, sócio-diretor da Veedha Investimentos.

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A Vale opera em queda de 0,62% (R$ 42,61), enquanto a Petrobras registra desvalorização de 0,43% (preferencial, sem voto, cotada a R$ 18,18). O papel ordinário (com voto) da estatal registra estabilidade, a R$ 19,32. Entre os bancos, o Bradesco tem alta de 0,51%, valendo R$ 37,30, o Banco do Brasil opera em queda de 0,57% (R$ 34,75), e o Itaú Unibanco registra estabilidade, por R$ 47,07.

Na agenda doméstica, o destaque é a divulgação dos dados sobre o sistema de aposentadoria dos trabalhadores do setor privado (INSS), que fechou 2017 com déficit de R$ 183,9 bilhões (considerando a inflação). Em 2016, o rombo foi de R$ 155 bilhões — o que representou alta de 18,7%. No ano passado, o governo arrecadou R$ 377,6 bilhões com as contribuições previdenciárias e teve um gasto de R$ 561,5 bilhões com pagamento de benefícios. Já o regime próprio (dos funcionários públicos federais,incluindo os militares das Forças Armadas), apresentou déficit de R$ 86,3 bilhões — elevação de 11,9% na comparação com o rombo registrado em 2016. Somando os dois regimes, o rombo chegou a R$ 268,7 bilhões em 2017 (em valores nominais). A despesa total com Previdência atingiu R$ 700,6 bilhões.

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