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Dia do Trabalho tem atos em diferentes pontos de São Paulo

SÃO PAULO - Após a polêmica com a Prefeitura de São Paulo por causa da Avenida Paulista, o ato pelo 1º de Maio, Dia do Trabalho, reúne manifestantes em diferentes pontos da cidade. Na Praça Campo de Bagatelle, o ato é organizado pela Força Sindical. Na Avenida Paulista, onde acordo entre Prefeitura e CUT, a manifestação está convocada para 12h.

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Cerca de 220 mil pessoas participam do ato na Praça Campo de Bagatelle, zona Norte de São Paulo. A informação foi confirmada pelo Corpo de Bombeiros. Com shows dos sertanejos Maiara & Maraísa, Simone & Simaria, Bruno & Marrone, Michel Teló, Zezé Di Camargo & Luciano entre outros, o evento visa direcionar críticas às propostas de reformas da Previdência e trabalhista apresentadas pelo governo federal.

— É importante estar aqui para brigar pelos nossos direitos, e por mais benefícios — opinou o produtor de eventos Alexandre Albuquerque, de 18 anos.

Carregados de críticas ao governo de Michel Temer (PMDB), os discursos proferidos por líderes sindicais também não pouparam o prefeito da cidade João Doria (PSDB), que durante a greve geral da última sexta-feira chamou de “vagabundos”, “preguiçosos” e “pelegos” os trabalhadores que aderiram ao ato contra as reformas trabalhista e da Previdência.

— Você nos deve desculpas — repetiam os sindicalistas.

Quando chamado para seu discurso, Paulinho da Força foi vaiado. Havia mais de 30 minutos de falas e, ansioso pelos shows, o público começou a gritar "chega" assim que ele pegou no microfone. Paulinho acabou não discursando e logo chamou o deputado federal Orlando Silva (PCdoB), provocando mais vaias.

— Viemos pelo show — disseram fãs de sertanejo posicionados em frente ao palco desde as 7h. — Queremos ver Simone e Simaria — bradava uma seguidora da dupla.

Paulinho ainda voltou a falar no fim do ato, ameaçando novos protestos caso as reformas de Temer sejam aprovadas. Após quase 50 minutos de fala, os shows foram retomados. Sobre as vaias, disse não ter percebido e fala de uma "insatisfação nacional" com a classe política.

— Se qualquer político tradicional viesse aqui hoje não teria conseguido falar. Mas não pode também haver vingança contra o povo porque ele está p... Tem que ter paciência e trabalhar — avalia.

Por causa do calor, muita gente teve que ser retirada pelos bombeiros da plateia. Segundo os médicos dispostos no local, mais de 50 pessoas foram atendidas, apresentando sintomas de enjoo por conta da temperatura.

No sábado, a Prefeitura de São Paulo havia conseguido uma liminar na Justiça que estipulava multa de R$ 10 milhões se a Central Única dos Trabalhadores (CUT) insistisse em fazer o ato de 1º de Maio na Avenida Paulista. A CUT entrou com recurso e, em nota emitida na tarde deste domingo, o movimento informou que a decisão de realizar o ato na via foi acordada em audiência com o Tribunal de Justiça de São Paulo. No compromisso assumido entre as duas partes, o ato foi mantido na principal rua de São Paulo, mas sem os shows programados.

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