SÃO PAULO - Após a polêmica com a Prefeitura de São Paulo por causa da Avenida Paulista, o ato pelo 1º de Maio, Dia do Trabalho, reúne manifestantes em diferentes pontos da cidade. Na Praça Campo de Bagatelle, o ato é organizado pela Força Sindical. Na Avenida Paulista, onde acordo entre Prefeitura e CUT, a manifestação está convocada para 12h.
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Cerca de 220 mil pessoas participam do ato na Praça Campo de Bagatelle, zona Norte de São Paulo. A informação foi confirmada pelo Corpo de Bombeiros. Com shows dos sertanejos Maiara & Maraísa, Simone & Simaria, Bruno & Marrone, Michel Teló, Zezé Di Camargo & Luciano entre outros, o evento visa direcionar críticas às propostas de reformas da Previdência e trabalhista apresentadas pelo governo de Michel Temer (PMDB).
Além dos shows, líderes sindicais prometem fazer seus discursos no local. Diferente das outras 19 edições, no entanto, o ato deste ano não conta com a participação de políticos. Eles serão representados pelo presidente nacional da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força.
— É importante estar aqui para brigar pelos nossos direitos, e por mais benefícios — opinou o produtor de eventos Alexandre Albuquerque, de 18 anos.
No sábado, a Prefeitura de São Paulo havia conseguido uma liminar na Justiça que estipulava multa de R$ 10 milhões se a Central Única dos Trabalhadores (CUT) insistisse em fazer o ato de 1º de Maio na Avenida Paulista. A CUT entrou com recurso e, em nota emitida na tarde deste domingo, o movimento informou que a decisão de realizar o ato na via foi acordada em audiência com o Tribunal de Justiça de São Paulo. No compromisso assumido entre as duas partes, o ato foi mantido na principal rua de São Paulo, mas sem os shows programados.

