A Cosan registrou, no primeiro trimestre de 2026, um prejuízo de R$ 1,583 bilhão, uma redução de 11% frente ao resultado negativo de igual período de 2025. O resultado reflete, segundo a companhia, o impacto de R$ 1 bilhão, decorrente dos pré-pagamentos dos títulos de dívida emitidos em dólar (bonds) de 2029, 2030 e 2031, nas linhas de resultado financeiro e de imposto de renda diferido. A companhia afirma que esses efeitos foram mais do que compensados pela evolução do resultado das empresas investidas do grupo.
Ainda no resultado corporativo, a Cosan encerrou o período com uma dívida líquida expandida de R$ 11,5 bilhões, um aumento de 18% frente ao trimestre imediatamente anterior, devido a ausência de dividendos relevantes das investidas no período e os pagamentos pontuais referentes às liquidações antecipadas de dívida e derivativos realizados no início do ano.
Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, a dívida líquida expandida apresentou queda de 34%, como reflexo da entrada dos recursos da capitalização da Cosan no último trimestre de 2025.
O Índice de Cobertura do Serviço da Dívida (ICSD) encerrou o trimestre em 0,4 vez, queda de 0,5 vez frente ao último trimestre do ano anterior, explicada sobretudo, segundo a companhia, pelo menor recebimento de dividendos nos últimos 12 meses.
O Ebitda da Cosan (consolidado SA) foi de R$ 3,167 bilhões no primeiro trimestre, alta de 60% sobre o visto um ano antes. A receita operacional líquida (SA), por sua vez, foi de R$ 9,029 bilhões, com queda de 7% frente ao primeiro trimestre de 2025.




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