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Congresso é soberano, mas eu acredito, diz Meirelles sobre aprovação da nova meta fiscal

SÃO PAULO - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta quarta-feira que confia na aprovação pelo Congresso do Projeto de Lei das novas metas fiscais para 2017 e 2018, anunciadas pela equipe econômica. Ele afirmou que espera enviar o texto ainda esta semana à Câmara.

— Estive lá com o comando da Câmara (Rodrigo Maia, presidente da Casa), todos os principais líderes, e discutimos um pouco a situação fiscal, a possível mudança da meta (antes do anúncio) e as medidas necessárias para que essa revisão não fosse muito maior. Agora, evidentemente, o Congresso é soberano, nós vivemos numa democracia e compete ao Congresso dar a última palavra. Eu espero aprovação, sim — respondeu Meirelles, ao ser questionado sobre eventuais resistências às medidas que atingem os servidores.

Para o ministro, a nova meta "é pra valer" e não há possibilidade de uma nova mudança, segundo ele, porque os motivos de agora são diferentes dos que causaram alterações em outros momentos.

— É pra valer, porque essa alteração de meta foi muito diferente de outras alterações. Porque ela foi em função de uma queda de receita, uma queda de receita que, em si, é negativa. Porém, a razão é positiva. Isto é, a queda de receita muito grande foi motivada pela inflação ter caído muito e ter caído muito abaixo da meta (de 4,5%). A inflação hoje, acumulada em 12 meses, é menor do que 3% (2,71%), e isso tem um efeito muito forte na arrecadação — insistiu Meirelles.

O fato de ter prevalecido o patamar de R$ 159 bilhões de meta, tanto para 2017 como para 2018, diz o ministro, ajuda a manter a credibilidade junto a setores do mercado. Nas últimas semanas, um rombo de R$ 170 bilhões, especulado e atribúido à ala política do governo, foi apontado nos bastidores como o motivo de uma queda de braço com a equipe econômica.

— Pelo menos, ninguém me trouxe essas propostas de R$ 170 bilhões ou mais. Não sei se alguém pensou isso, mas, certamente não veio propor isso ou justificar isso pra mim ou pra equipe econômica. Por outro lado, do ponto de vista de credibilidade do mercado, eu acho que sim, é um reforço. Porque, inclusive, eu já estava ouvindo de muitos analistas, há um bom tempo, que, de fato, eles esperavam por causa da queda da inflação muito forte e a queda da arrecadação, que houvesse uma revisão da meta — admitiu.

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