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Bolsa se valoriza mais de 1%; dólar sobe e vale R$ 3,15

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RIO e SÃO PAULO - O dólar tem uma dia de oscilação, com os investidores cautelosos à espera da decisão do banco central americano, o Federal Reserve (Fed), sobre a taxa de juros no fim da tarde. A moeda americana abriu em queda, mas agora sobe 0,06% a R$ 3,152. A divisa inverteu a tendência após a divulgação do número de novas vagas de emprego criadas nos EUA. Na mínima, a moeda americana chegou a ser negociada a R$ 3,13.

O setor privado americano criou 246 mil novos postos de trabalho, em janeiro, superando as previsões iniciais de 164 mil.

- Como consequência natural, a moeda americana recuperou as perdas de início da sessão e passou a operar no positivo, aqui e no exterior - afirma Ricardo Gomes Pereira, especialista em câmbio da corretora Correparti.

Analistas avaliam que, no curto prazo, o fluxo positivo de investimentos estrangeiros para o pais pode sustentar uma trajetória de baixa para o dólar, no curto prazo. No iníco da semana, a moeda americana desceu até R$ 3,10.

Ontem, o dólar subiu 0,73%, a R$ 3,152, após . O presidente do BC disse que poderá ou não renovar a totalidade dos US$ 7 bilhões em contratos de swaps cambiais que vencem no dia primeiro de março, dependendo das condições do mercado. O estoque atual de swaps está em US$ 26 bilhões, um patamar confortável disse Ilan Goldfajn, mas que pode ser reduzido, o que levou a uma alta momentânea do dólar ontem. Analistas avaliam que o fluxo positivo de recursos para o país sustenta uma tendência de queda do dólar no curto prazo.

O Ibovespa, principal índice de ações do mercado brasileiro, abriu em alta e opera com ganho de 1,05% aos 65.346 pontos. Em janeiro, o Ibovespa subiu 7,4% e um dos motivos para o ganho foi um corte mais intenso da taxa de juros Selic, que passou de 13,75% a 13% ao ano. A expectativa do mercado é que, com inflação cadente, o BC continue derrubando os juros com mais intensidade nas próximas reuniões.

Hoje, o mercado está de olho no banco central americano, o Federal Reserve (Fed), que deve decidir sobre a taxa de juro nos EUA. É a primeira reunião com Donald Trump na presidência. A expectativa é que os juros permaneçam no atual patamar (entre 0,50% e 0,75%), mas os investidores estão com a atenção voltada para o comunicado do Fed, que pode indicar se haverá uma subida na próxima reunião do órgão. A expectativa é que juros devem subir pelo menos três vezes este ano.

As ações de bancos estão em alta, com as preferenciais do Itaú subindo 0,61% a R$ 37,45 e a preferenciais do Bradesco com ganho de 1,10% a R$ 33,06. Petrobras PN sobe 2,06% a R$ 15,33 e as preferenciais da Vale avançam 3,76% a R$ 31,74.

Quando os juros subirem nos EUA, espera-se um repique de alta da moeda americana por aqui, já que uma parte dos recursos destinados a países emergentes, como o Brasil, tendem a migrar para a segurança do mercado americano.

Os investidores também estão atentos à indicação do novo relator da operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), que deve ocorrer na sessão de hoje.

Na Europa, as Bolsas estão em alta à espera da decisão do Fed.

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