O Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) elevou suas projeções de inflação e crescimento econômico do Reino Unido para 2026 e 2027, diante da resiliência da atividade e do avanço dos preços de energia provocado pela prolongada guerra no Oriente Médio. A autoridade monetária agora prevê que a inflação atingirá um pico de 4,9% no segundo trimestre do próximo ano, antes de iniciar uma trajetória de desaceleração.
Segundo o Relatório de Política Monetária de novembro, a inflação deverá encerrar 2026 em 3,8%, ante previsão anterior de 3,2%. Para o fim de 2027, a estimativa saltou de 2,1% para 4,0%.
O BoE projeta que o índice retornará à meta de 2% no quarto trimestre de 2028, acima da previsão anterior de 1,9%, e recuará a 1,8% em 2029.
Para o Produto Interno Bruto (PIB), o banco central elevou a projeção de crescimento de 2026 de 1,1% para 1,6% e a de 2027, também de 1,1%, para 1,3%. Já a estimativa para 2028 foi reduzida de 1,7% para 1,2%, enquanto a expansão esperada para 2029 é de 1,5%.
O BoE também revisou para baixo suas projeções de desemprego, de 5,0% para 4,8% em 2026 e de 5,3% para 4,9% em 2027. Para 2028, a taxa esperada caiu de 5,2% para 5,1%.
O relatório destaca que a economia britânica tem demonstrado resistência maior que a esperada ao choque energético, apoiada pelo investimento empresarial, pela demanda externa e por atividades relacionadas à inteligência artificial (IA).
Segundo o banco, novas atividades associadas à tecnologia responderam por quase um quinto do crescimento do PIB desde o início de 2026.
As projeções acompanham a decisão do BoE de elevar a taxa básica de juros de 3,75% para 4%, anunciada nesta quinta-feira. Todos os integrantes concordaram que um aumento era necessário, apesar de Catherine Mann votar por uma alta maior, de 50 pontos-base.
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