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BC recebeu novas informações sobre escopo da operação do caso Master, diz Galípolo

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quarta-feira (9) que o BRB (Banco de Brasília) e o banco Master ainda estão definindo o escopo da operação e que a autoridade monetária recebeu agora novas informações para poder analisar o caso.

"Recebi hoje [quarta] de manhã que tinha sido entregue uma nova informação no sentido sobre o que seria esse perímetro. Uma vez concluído o que seria o perímetro, [...] a equipe do Banco Central se debruça sobre esse tema para poder analisar [o caso]", disse Galípolo.

"A gente tinha tido uma informação pública, acho que no dia 13, dizendo que tinha sido entregue. Dali em diante ocorreram novas atualizações e novas mudanças. [...] Teria recebido mais uma leva de informações discutindo o perímetro agora", continuou.

Na prática, o perímetro da operação define o tamanho do Master que o BRB pretende comprar. Como mostrou a Folha de S.Paulo, a fatia que o BRB vai adquirir do banco deve ser menor do que o informado anteriormente. Uma das razões apontadas são problemas de documentação que foram encontrados em vários ativos e passivos do banco privado.

Segundo Galípolo, está em curso o processo de definição desse escopo da operação. "A partir daí o Banco Central faz uma análise da viabilidade da operação sem julgar a conveniência para seus acionistas das operações", complementou.

As declarações foram dadas em audiência pública na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados.

Assim como dito em abril, durante audiência pública da CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado Federal, Galípolo repetiu que o BC analisa a viabilidade econômica da operação em qualquer processo de fusão ou aquisição entre instituições, não a conveniência da compra ou venda dos ativos.

Em junho, a Superintendência-Geral do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou a compra de uma fatia do Banco Master pelo BRB. A operação depende agora do aval do Banco Central.

A aquisição de 58% do Master pelo BRB foi anunciada em 28 de março. A operação provocou discussões entre o BC e os principais bancos do país e despertou preocupação entre parlamentares do Distrito Federal.

Pelo acordo, o BRB comprará 49% das ações ordinárias (com direito a voto) e 100% das preferenciais do Banco Master, atualmente detidas pela Master Holding Financeira e DV Holding Financeira.

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