BRASÍLIA — O país teve em abril a melhor arrecadação de impostos e contribuições federais para o mês em cinco anos. No mês passado, entraram nos cofres públicos R$ 130,8 bilhões, uma alta real (já descontada a inflação) de 7,83% em relação a abril de 2017. No quadrimestre, a arrecadação também cresceu 8,27% e atingiu R$ 497,2 bilhões, também a maior desde 2014.
Segundo a Receita Federal, a alta foi impulsionada pelo crescimento dos principais indicadores macroeconômicos, principalmente os relacionados ao consumo, produção industrial e importações. O Fisco mostra que a arrecadação com os impostos que incidem sobre o lucro das empresas não financeiras (IRPJ e CSLL) aumentou 27,30%.
Além disso, o aumento do PIS/Cofins sobre combustíveis, iniciado em agosto de 2017, fez com que a arrecadação com esse tributo mais que dobrasse em abril: foi de R$ 1,19 bilhão para R$ 2,59 bilhões. Esse impacto positivo, que tem sido observado mês a mês nesse ano, deve diminuir assim que entrarem em vigor as medidas anunciadas pelo governo para diminuir o PIS/Cofins sobre o diesel. A proposta da equipe econômica, uma forma de tentar colocar fim na greve dos caminhoneiros, é reduzir esse tributo em R$0,11 por litro.
A greve dos caminhoneiros também deve afetar a arrecadação de maio. Sem insumo, várias empresas deixaram de produzir nos últimos dias. Além disso, o desabastecimento derrubou o consumo por alguns dias. O próprio ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, admite que haverá um impacto, mesmo que temporário, sobre a inflação e o crescimento.



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