RIO - O Itaú Unibanco acredita que o custo fiscal das medidas anunciadas pelo governo para acabar com a greve dos caminhoneiros deve chegar a 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB) anual, ou cerca de R$ 23 bilhões, levando em consideração que os preços do petróleo e do dólar permaneçam no nível atual. Esse custo, no entanto, pode ser maior, caso haja elevação desses preços.
“O custo fiscal vai aumentar se essas medidas permanecerem no próximo ano e se o real depreciar mais ou o preço do petróleo subir. Nós destacamos que este tipo de medida não é fácil de ser eliminada uma vez que é implementada”, aponta o documento distribuído a clientes.
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Diante do novo cenário, o banco estima que o déficit primário chegue a R$ 150 bilhões, maior que a estimativa anterior entre R$ 140 bilhões e R$ 145 bilhões.
A redução de R$ 0,46 por litro do diesel significará um custo fiscal de R$ 13,5 bilhões. Parte disso (R$ 4 bilhões) virá da redução da Cide e do Pis/Cofins, enquanto o restante (R$ 9,5 bilhões) seria do programa de subsídio temporário do preço do diesel — o preço será reduzido em 10% por um período de 60 dias. Segundo o Itaú Unibanco, o impacto líquido dessa conta será de R$ 5,7 bilhões.



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