BRUXELAS - A regulação financeira após a crise financeira dá apoio à estabilidade, e a ideia de afrouxar as regras que os bancos devem seguir é “muito preocupante”, disse o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, nesta segunda-feira.
Na semana passada, , que impôs regulações bancárias após a crise de 2008 para evitar novos choques econômicos.
— A última coisa de que precisamos neste momento é o afrouxamento de regulação — adirmou Draghi ao comitê de questões econômicas do Parlamento Europeu em Bruxelas. — A ideia de repetir as condições que estavam em vigor antes da crise é algo que é muito preocupante.
Na sessão de perguntas e respostas no Parlamento Europeu, o presidente do BCE ressaltou, ainda, que não vê motivos para remover as regras que geraram “uma indústria de serviços bancários e financeiros mais fortes do que antes da crise”.
— O fato de que não estamos vendo o desenvolvimento de um risco significativo à estabilidade financeira é a recompensa para a ação adotada por legisladores e reguladores e supervisores desde que a crise financeira eclodiu — acrescentou Draghi.
A decisão de Trump tem sido criticada desde seu anúncio na última sexta-feira. A mudança foi alvo de reclamações de Democratas, que alegam que o presidente republicano quer desfazer mudanças pensadas para proteger tudo, de investidores comuns ao sistema bancário mundial.
Nesta segunda-feira, foi a vez da colunista do jornal britânico “The Guardian” Jill Abramson disparar contra a revisão das regulações. Na avaliação dela, desmontar a Dodd-Frank é o “presente de Valentine’s Day de Trump para Wall Street”, em referência ao dia 12 de fevereiro, quando se comemora o dia dos namorados nos EUA.



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