Na fria região da Antártica, também conhecida como Antártida, que já registrou a temperatura de -93,2 °C, sendo a temperatura no interior do continente, de -40 °C, vivem pequenos crustáceos que despertam a atenção da ciência pela capacidade de sobreviver a uma temperatura tão radical.
Uma das criaturas mais bizarras já identificadas naquele ambiente por cientistas é conhecida como a Estrela do Sol da Antártica, embora os pesquisadores a tenham batizado com um nome mais sinistro, de Estrela da Morte, por uma boa justificativa, pois é uma voraz predadora.
Parente da estrela-do-mar comum, no entanto, a Estrela da Morte pode ter até 50 braços e pode se tornar maior que uma tampa central. A pele de seus braços é totalmente coberta com pequenos ferrões e, caso alguma coisa o toque, eles se fecham rapidamente, matando a vítima.
A Estrela da Morte concorre fortemente com os peixes, que são os predadores dominantes nos outros oceanos do mundo. Como a água no Polo Sul é tão fria, poucos peixes podem sobreviver lá, o que significa que a Estrela da Morte da Antártica está no topo da cadeia alimentar.
Um outro exemplo desses seres vivendo na Antártica é o krill poo, pequenos crustáceos que vivem em todos os oceanos de nosso planeta e têm uma função importante, pois a partir dos seus excrementos, transformam o fundo do mar em um habitat lamacento, mas por isso mesmo perfeito para a vida. E com isso, a vida se dá numa área tão inóspita do nosso planeta.
O peixe-dragão do gelo é também outra estranha criatura que vive no Oceano Antártico. Com o nome científico de Cryo Draco antarcticus, esse peixe se adaptou de forma extraordinária para sobreviver nas condições incrivelmente frias, isso porque seu sangue contém proteínas que agem como anticongelantes para evitar que ele congele.


