Copaíba e Andiroba são os mais usados como fitoterápicos no Amazonas
Os óleos de copaíba e andiroba, seguidos pelas folhas de crajiru, cúrcuma, mastruz e gengibre são os mais usados pela população amazonense entre os derivados de plantas medicinais.
Uma consulta indireta a 19 pessoas que trabalham com plantas medicinais e fitoterápicos do Estado do Amazonas pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Amazonas (Sedecti), mostrou que cerca de 42% dos atores indicaram a copaíba como principal fitoterápico comercializado, enquanto cerca de 52% indicaram copaíba e ou andiroba como majoritárias nesses mercados.
Houve destaque também para o guaraná (16%), crajiru (16%), cúrcuma longa (5%), Justicia pectoralis ou anador (5%), jambu (5%), mastruz (5%), gengibre (5%) dentre outras.
A consulta, divulgada no site do órgão estadual, www.sedecti.am.gov.br, foi feita durante o período de 10 de março até 19 de março deste ano de 2021, durante a 1ª Oficina de Fitoterápicos do Polo Bio Amazonas, por meio de formulário digital junto a uma lista pré-selecionada de atores da cadeia de plantas medicinais e fitoterápicos com ligação aos segmentos de associações e cooperativas, empresas, governo e institutos de ensino e pesquisa.
Esses atores integram o Polo BioAmazonas, criado em dezembro de 2019, a partir de iniciativa da “Rota da Biodiversidade”, vinculada ao projeto “Rotas” do Ministério do Desenvolvimento Regional, em parceria com o Governo do Estado do Amazonas, representado pela Secretaria Executiva de Ciência, Tecnologia e Inovação do Amazonas.
Integram o polo também as universidades do Estado, centros e instituições de pesquisa, organizações da sociedade civil, setor privado dentre outras autarquias do Estado do Amazonas que estivessem relacionadas ao desenvolvimento econômico, social e sustentável das cadeias produtivas de plantas medicinais e Insumos Farmacêuticos Ativos Vegetais (IFAV).
Os atores que atuam na cadeia de plantas medicinais e fitoterápicos estão concentrados nas microrregiões do Rio Negro/Solimões e de Jutaí/Solimões/Juruá, áreas onde estão concentradas a maioria das unidades de conservação, terras indígenas e reservas de desenvolvimento sustentável e reservas extrativistas, informam os autores do levantamento.
O levantamento perguntou ainda com quais plantas medicinais eles gostariam de trabalhar ou acreditavam haver necessidade de serem melhor trabalhadas. Entre as respostas, 57% disse querer trabalhar com andiroba, 52% com a copaíba (52%), 20% como guaraná, 20% com unha de gato, 16% com jatobá, 16% com jambu, 16% com Justicia pectoralis ou Anador, 11 com crajirú e hortelã, dentre outras.
Outro ponto destacado pelos atores foi a potencial geração de renda para os produtores que trabalham na cadeia de plantas medicinais e fitoterápicos. Para eles, o desenvolvimento dessas aplicações poderia criar uma cadeia sustentável tanto no aspecto econômico, quanto social e ambiental.
EXTRATIVISMO
O levantamento mostrou que extrativismo é a forma principal de obtenção das plantas medicinais e fitoterápicos na região de atuação dos atores consultados, com 63,2%) das respostas, seguido pelos sistemas agroecológicos, isso porque a cadeia de plantas medicinais e fitoterápicos no Estado encontra-se fortemente vinculada às unidades de conservação, reservas de desenvolvimento sustentável, reservas extrativistas e terras indígenas, especialmente com as comunidades que lá vivem.
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ASSUNTOS: Cura pela Natureza