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Theo Hernández mantém tradição de defensor da França marcar em semifinal

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Theo Hernández mantém tradição de defensor da França marcar em semifinal
Theo Hernández mantém tradição de defensor da França marcar em semifinal

Doha/Catar - Todos esperavam que Kylian Mbappé, Olivier Giroud ou Antoine Griezmann pudessem resolver a fatura, mas a verdade é que, pensando bem, não poderia ter sido ninguém outro que Theo Hernández. Ele foi o herói de uma noite que remeteu ao belo histórico dos defensores, que sempre deixam seus gols com a camisa da França em semifinais.

Ao concluir em gol uma bola aérea em uma das primeiras ofensivas dos Bleus diante do Marrocos, o jogador do Milan começou rapidamente a mudar o quadro da partida e, de quebra, teve o inesquecível gostinho de marcar seu primeiro tento na maior competição do futebol mundial.

"Para mim, é um orgulho poder fazer esse gol na semifinal da Copa do Mundo, ainda mais na minha primeira Copa", declarou o jogador após o apito final.

Quatro anos atrás, era um cabeceio forte de Samuel Umtiti após cobrança de escanteio que definia a vitória francesa sobre à Bélgica por 1 a 0 no Mundial. Naquela oportunidade, assim como agora, ninguém viu a chegada do jogador do Barcelona. Quando seus atacantes são anulados, aliás, a França consegue voltar o foco das atenções para outros jogadores.

Esta arte de surpreender não é algo recente. 20 anos antes de Umtiti, foi a vez de Lilian Thuram. Na ocasião, ele tirou dois gols da cartola e virou uma partida que havia começado mal para França. Graças aos tentos anotados pelo defensor — seus únicos dois em 142 jogos pela seleção —, a França saiu vitoriosa com placar de 2 a 1.

"Não sou igual ao Thuram; ele era um jogador e eu sou outro, mas estou realmente orgulhoso", disse Theo Hernández na zona mista quando a primeira pergunta sobre seu antecessor foi levantada.

Apesar da declaração, no entanto, os dois apresentam algumas coisas em comum: a capacidade de nunca desistir de marcar seus adversários; o fato de ambos serem laterais no futebol italiano - Thuram jogou pelo Parma em 1998; e a frieza na hora de colocar a bola na rede.

Grandes nomes da defesa da França

Hernández, Umtiti e Thuram dividem a cena com outros grandes nomes do setor defensivo francês. Se não marcaram nenhum gol em semifinal, seu impacto em jogos importantes dos Bleus na Copa do Mundo é imenso.

A começar por Laurent Blanc, autor do gol de ouro contra o Paraguai na França 1998, o primeiro nas oitavas de final com esse tipo de regulamento; passando por Raphaël Varane, preciso contra o Uruguai em solo russo; e Benjamin Pavard, é claro, que apareceu como elemento surpresa para anotar um gol antológico que marcou a história da Copa do Mundo.

Theo (22) e seu irmão, Lucas comemoram - Foto: Divulgação/Fifa

Elemento surpresa, aliás, é o denominador comum desses defensores que vão se transformando em heróis. Theo Hernández, por exemplo, não estava programado sequer para disputar a semifinal no Qatar, quem dirá balançar as redes. Ele só entrou para substituir seu irmão Lucas, que se lesionou após 8 minutos de bola rolando contra a Austrália logo na partida de estreia, informa a Fifa.

Theo dedicou o gol meio acrobático desta noite ao irmão. "Este gol é para meu ele, que estava em casa assistindo ao jogo", declarou. "Ele está muito orgulhoso de mim e desta equipe que construímos, espero que ele esteja aqui no domingo." Agora, temos que trabalhar bem para a final que nos espera."

Quando se trata da final, a função de marcar gols vem sendo historicamente "devolvida" aos meio-campistas e atacantes. Talvez a decisão no Qatar seja o momento de os defensores franceses terem o mesmo desempenho das semifinais.

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