A COP30, conferência da ONU sobre clima que acontece em Belém, entrou na fase mais importante: é hora de os ministros dos países tentarem fechar acordos sobre como cada nação vai agir para combater as mudanças climáticas.
Entre os temas mais difíceis estão:
Metas climáticas: o compromisso de cada país para reduzir suas emissões de carbono (as chamadas NDCs).
Financiamento: países ricos precisam ajudar os mais pobres a enfrentar o aquecimento global. Mas isso ainda não está garantido.
Adaptação: é a preparação dos países para lidar com efeitos já em curso, como secas e enchentes. Existe a proposta de criar uma meta global com indicadores, mas ainda não há consenso final.
Um resumo divulgado pela presidência da COP mostra o cenário atual das negociações. Especialistas dizem que o texto reflete bem o momento, mas alertam que ainda falta incluir compromissos mais claros, especialmente sobre transição energética (mudar dos combustíveis fósseis para energia limpa) e fim do desmatamento , agenda que o Brasil tem defendido publicamente.
Nesta segunda semana, são os ministros que entram em cena para tentar destravar os impasses — especialmente a resistência de alguns países da África e da região árabe, que querem mais tempo para negociar pontos como adaptação.
O Brasil, representado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e pela ministra Marina Silva, quer sair da COP30 com um plano de ação concreto para acabar com o desmatamento ilegal e acelerar a energia limpa. Entretanto, resistências do Grupo Africano e de países árabes mantêm os temas em aberto, aumentando a pressão para que a conferência gere resultados práticos.

