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Zambelli destinou R$ 2 milhões para ONG de produtora de filme sobre Bolsonaro

Zambelli destinou R$ 2 milhões para ONG de produtora de filme sobre Bolsonaro
Foto: Zaca Ribeiro / Câmara dos Deputados

A destinação de uma emenda parlamentar de R$ 2 milhões pela ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) tornou-se o estopim de uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU). O recurso seria direcionado à Academia Nacional de Cultura (ANC), entidade presidida por Karina Ferreira da Gama — produtora responsável por Dark Horse , filme biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O montante milionário enviado por Zambelli tinha como objetivo financiar a produção de Heróis Nacionais — Filhos do Brasil que não se rendem , uma série documental em três episódios voltada a uma releitura conservadora de figuras históricas como Dom Pedro I e José de Anchieta. O projeto total, orçado em R$ 2,6 milhões, foi inteiramente blindado por verbas de deputados da ala bolsonarista, incluindo aportes de Marcos Pollon (PL-MS), Alexandre Ramagem (PL-RJ) e Bia Kicis (PL-DF).

O repasse patrocinado pela ex-deputada, no entanto, acabou retido devido a falhas operacionais e burocráticas. Em julho de 2024, os R$ 2 milhões de Zambelli deram entrada no Tesouro do Estado de São Paulo, mas o valor foi fundido ao caixa geral da Secretaria da Fazenda (Sefaz-SP), tornando-se temporariamente irrastreável.

A manobra acendeu o alerta do TCU por violar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que exige contas bancárias individualizadas para cada emenda parlamentar. Levantamentos apontam que a gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos) adotou o mesmo procedimento de unificação de fundos em todas as 25 emendas Pix recebidas entre 2023 e 2024. Após a notificação do tribunal de contas, o governo paulista realizou a segregação contábil do dinheiro.

Apesar da correção financeira exigida pelo TCU, a verba de Zambelli continua congelada e corre o risco de ser devolvida à União. O governo de São Paulo confirmou em nota que a transferência para a ONG de Karina da Gama não foi realizada porque a instituição falhou em apresentar os documentos obrigatórios por lei.

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