Milhares de trabalhadores em todo o Brasil têm se deparado com uma surpresa desagradável ao consultar o extrato do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS): os depósitos mensais obrigatórios não foram realizados pelas empresas. A descoberta tem gerado indignação e prejuízos, especialmente para quem foi demitido ou planejava usar o saldo para aposentadoria ou compra de imóvel.
Segundo o Ministério do Trabalho, mais de 1,6 milhão de empregadores estão em débito com o FGTS, acumulando uma dívida de aproximadamente R$ 10 bilhões. Muitos trabalhadores só percebem a irregularidade ao tentar sacar o fundo em momentos críticos, como demissão sem justa causa, tratamento de saúde ou financiamento habitacional.
A ausência dos depósitos compromete o direito à multa rescisória de 40% e pode justificar a rescisão indireta do contrato de trabalho. O governo federal deu prazo até 31 de outubro para que as empresas regularizem a situação voluntariamente.
Especialistas recomendam que os trabalhadores verifiquem o extrato do FGTS pelo aplicativo da Caixa Econômica Federal e, em caso de irregularidade, denunciem a empresa pelo portalGov.br ou diretamente nas unidades do Ministério do Trabalho. A denúncia pode ser feita de forma anônima.

